Como usar a Intuição para a contratação de novos colaboradores

By adequa

Artigo – Jacqueline Lima

 

O grande desafio organizacional tem sido o de provocar o engajamento dos colaboradores no DNA de cada negócio. E para que isso aconteça, é necessário que o processo inicie no recrutamento do RH. Mesmo as mais avançadas técnicas de seleção não têm sido suficientes para que novos colaboradores despontem como ícones, articuladores perfeitos das diretrizes da empresa. Assim, tem-se vivido uma verdadeira guerra para aproximar gestores e base das mais profundas raízes e valores corporativos.

Estamos em um cenário em que o Valor Humano é o grande diferencial competitivo das organizações e que, portanto, é fundamental que ele se sinta indispensável para a corporação, bem como a corporação tenha a competência de criar um sentimento de causa em seus colaboradores . E para que se construa profissionais realmente comprometidos com as organizações é necessário alinhar interesses e valores pessoais com metas e diretrizes profissionais. Aponta-se então a Era do Ser antes do Ter. Assim, surgem ferramentas intangíveis como mais um apêndice facilitador do processo seletivo.

A intuição tem acompanhado a maioria das entrevistas que tenho realizado ao longo de 20 anos,  e certamente feito a diferença para o sucesso do perfil profissional selecionado. Costumo dizer que a técnica acaba sendo item secundário quando se trata de agregar novos profissionais à tênue linha de profissionais bem sucedidos e felizes. A análise intuitiva de valores intangíveis como energia, determinação, bom-humor, versatilidade e capacidade de trabalhar em equipe são preponderantes para coincidir o perfil Pessoal com o Profissional desejado.

O desafio portanto, passa pela oxigenação da cultura organizacional e, principalmente de suas lideranças. Que os atuais gestores consigam desenvolver este “sexto sentido” que é capaz de detectar verdadeiros talentos espirituais, que dão alma, vida, energia e, conseqüente sustentabilidade às organizações. É preciso que líderes tenham a sensibilidade em rastrear profissionais que entendam que antes de TER, é preciso SER para pertencer.