Aconteceu no dia 22 de junho na Kimik, em Porto Alegre, o Top of Mídia 2009. De novo com o patrocínio da Zero Hora, o evento começou com a premiação dos cases e dos mídias e, logo após, começou a festa. Mas o que um evento desse mostra para as pessoas de mídia? Que há de se pensar mais “fora da casa”. Os premiados, todos merecidos a meu ver, ganharam seus prêmios com cases criativos, estratégicos, e mostrando para o resto da agência e do mercado que dá sim, para os mídias serem criativos. Que não é só a negociação de desconto para o cliente que o torna um ótimo profissional. Isso é o mínimo do mínimo. Tem que se pensar além do habitual.
Por exemplo, case cinema. Com total merecimento, os vencedores foram Daniela Schenato e Camila Picolli com o case Perfume no ar. Pra quem não ouviu falar, era sobre a rubéola. Antes do início da sessão de cinema, era colocado um perfume no ambiente e a mensagem falava que, se aquele perfume aspirado fosse a rubéola, o público do cinema já teria pego a doença. Simples. Sensacional.
Outro case foi o da Megapimenta (Paim, Patrícia Angeletti e Nicolas Barbosa) da Báril, lançando o Casa Hermosa. Todo mundo que foi para o litoral norte esse ano e passou pela “pimentona” com certeza lembra dessa mídia. E provavelmente as pessoas que passaram pela Estrada do Mar, só se lembram deste outdoor, dentre os milhões de outdoors que lotam esse percurso de dezembro a fevereiro. E nisso há também a importância em bons relacionamentos com os veículos. No caso da pimenta, a Starter. Mais uma vez, a questão de pensar fora da casinha e esse esforço e parceria entre mídia e criação, pra atingir o público de maneiras menos convencionais. É fácil pensar em mídias que atinjam o público: é só basear-se na audiência dos programas de sempre. Mas para ganhar prêmio, mostrar que a função pode ser criativa, tanto quanto a criação, aí são outros quinhentos…
Por Bárbara Ferrer (Produção e Mídia)
